quinta-feira, agosto 24, 2006

Vedder outra vez, como nos bons velhos tempos

E já que se aproxima o concerto do ano, deixo uma amostra do novo trabalho dos reis do grunge...


Inside Job
VEDDER/MCCREADY
Underneath this smile lies everything
all my hopes, anger, pride and shame

make yourself a pact, not to shut doors on the past
just for today,... I am free

I will not lose my faith
It's an inside job today

I know this one thing well,...

I used to try and kill love, it was the highest sin
breathing insecurity out and in

Searching hope, I'm shown the way to run straight
pursuing the greater way for all,... human light.

How I choose to feel,... Is how I am.
How I choose to feel,... Is how I am.

I will not lose my faith
It's an inside job today

Holding on, the light of night
On my knees to rise and fix my broken soul

Again.

Let me run into the rain
To be a human light again

Let me run into the rain
To shine a human light today

Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within your heart and desire

quarta-feira, agosto 16, 2006

Em busca do tempo perdido


Tenho dado por mim nos caminhos de Swan. Na verdade, há anos que isso acontece, mas nunca tinha tomado consciência disso.
Desde que me conheço que a minha avó faz diariamente alusão à Madrinha Durão, que nunca conheci. Ao longo dos anos fui crescendo com a presença dela pelas palavras da minha avó, que todos os dias a refere por este motivo ou por outro.
Parece-me que a conheço bem. Uma senhora austera, matriarca, bem falante, de personalidade forte, bom gosto e requintada. Às vezes imagino-a por aí, a ouvir valsas ou a tocar piano. Barulhenta como uma máquina de escrever ou de costura. A assistir a guerras mundiais, a ler o Século, a ver a primeira emissão da RTP, a ler a queda e a "queda" do Salazar, a ver o Homem na lua.
Invejo-a. Eu queria ter sido e ter feito nesta altura.
Eu quero viver no século XX, onde o romantismo dos ideais fez o Homem apaixonado.
Nasci na era do analógico, mas não tarda nada, com disse o outro (que na altura achei louco), terei uma entrada USB para o cortex.

Avenida da Liberdade

O Mundo amanhece com quantos sentidos quanto cabeças.
Gestos automáticos de vidas maquinais seguem os ponteiros dos minutos como todos os dias.
Nada difere.
Portugal amanhece na Avenida da Liberdade.
As janelas das águas-furtadas já não deixam ver craveiros.
Crescem túlipas de bolbos comprados nos hiper-mercados, que brilham ao sol baço como plástico, numa falsa tentativa de naturalizar o aço e o fumo.
As buzinas dão ritmo ao passo apressado de quem por ela avança, sem sequer notar no que se passa.
A Avenida da Liberdade amanhace triste, porque presa e abandonada de olhares atentos.
Já ninguém se importa.